terça-feira, 12 de abril de 2011

Aula de atualidades no terceirão.


Balões e valores...

...no alto, sem deixar cair...

O texto abaixo,  enviado ao blog  por Letícia Costa, aluna do terceirão da manhã, nos conta sobre uma interessante atividade proposta pelo professor Rodrigo , da disciplina de Atualidades.
Letícia nos relata a atividade e termina o texto dando a sua opinião.
Concordamos com você, Letícia. Na vida, precisamos avaliar bem as coisas e as situações para depois tomarmos as decisões apropriadas. 




"  Na segunda -feira, 11 de abril, o professor Rodrigo elaborou a seguinte gincana:  Os alunos deveriam escrever um valor ( Paz, harmonia, amizade, respeito, solidariedade, amor ao próximo etc)  e colocar dentro de um balão , entregue a cada aluno,  junto com um palito.
A turma, em círculo,  colocou os valores dentro de  cada balão , representando a sociedade e seus valores.
Em seguida, o professor colocou uma música e deu a seguinte ordem:  enquanto a música tocar, os balões deverão permanecer no alto. O balão que caísse,  deveria  ser pego do chão e  colocado novamente no alto.
Cada aluno tratou de cuidar do seu balão e, por consequencia, o valor que estava dentro. Sem nenhum imprevisto, a  "brincadeira" prosseguiu e a "sociedade" continuou com os seus valores.
Segunda etapa: o professor  disse aos alunos: " aquele que permanecer com o balão cheio, ganhará um prêmio!"
A música começou novamente e, de imediato,  os alunos começaram a estourar  os balões  um do outro. Poucos entenderam a ordem ou entenderam da maneira errada.  A ordem não era estourar e sim , manter o balões cheios, ( bastava segurá-los na mão)  mas o desejo  de ganhar o prêmio foi mais forte .
Moral da história : Muitas vezes as pessoas acabam pensando apenas em si e ignoram que ,  para preservar os valores da sociedade é preciso que cada um faça o seu papel , cuidando ,  preservando e não tentando vencer a custa da derrota alheia."

Opnião :

"Achei a atividade boa e reflexiva, pois, a partir dela, começaremos  a pensar mais e a prestar atenção nas oportunidades de ajudar ao próximo sem ter que prejudicar  ninguém.
Prejudicar o colegas ( furando os balões) foi  fácil, pois não percebemos que existiam valores dentro deles."

                                                                                 Letícia Costa 3º A

Que coelhada!!!

Gente!

Época de Páscoa é uma coisa engraçada...é um tal de coelho pra cá, coelho pra lá...uma coelhada só!
As turmas aí , do primeiro ano da manhã e tarde, já estão preparando o seu,  junto com a professora Mara, de artes.
É bom garantir, vai que o de verdade não venha?


Aqui já está garantido...


...e aqui também!!


segunda-feira, 11 de abril de 2011

Visita ao Haras do Infantil III

Os alunos das turmas do Infantil III , visitaram,  na última semana, o Haras Hípica do Valle  aqui em nossa  cidade.
Aproveitando a unidade temática que fala sobre  o assunto, os alunos aprenderam sobre classificação e  sequenciação de cavalos e potros, segundo os critérios definidos na mesma.
 As professoras Lucia e Ivône, juntamente com a  coordenadora Mônica e as  estagiárias  do turno, acompanharam a visita.
No Haras,  a turma foi  gentilmente recebida por Alaércio Tosetto, instrutor de equitação, treinador e também domador.
Para as professoras , a visita  ao Haras foi prazerosa e proveitosa, pela beleza do lugar, pelos ensinamentos passados a turma e, principalmente,  pela acolhida e simpatia do instrutor Alaércio a quem a turma agradece.
A seguir, mostramos algumas fotos deste dia tão legal!












O AUTO DA BARCA DO INFERNO.

Os alunos do 1° ano do Ensino Médio, encenaram, na semana que passou, a peça  O Auto da Barca do Inferno.

Da obra de Gil Vicente, a peça mostra  luta entre o bem e o mal...

Que o bem vença sempre...no teatro, na Escola na vida!

Após as fotos, postamos texto da professora Olívia,  que fala sobre o

trabalho apresentado.










 


O AUTO DA BARCA DO INFERNO, UMA VISÃO ATUAL

                                                                   Professora Olivia Coldebella


Uma das mais importantes tarefas da escola é formar alunos leitores de textos literários, no entanto, os resultados desta tarefa nem sempre são satisfatórios: muitos professores sentem dificuldade em fazer que seus alunos leiam esse tipo de texto. Isso porque, ao chegar à escola, apresentam uma modesta história de leitura porque não gostam de ler.
A leitura direcionada de obras literárias é um instrumento poderoso para sanar este problema, por isso o primeiro ano do Ensino Médio tem acesso a diferentes textos literários, entre eles O Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente.
Ao trabalhar o texto de Gil Vicente no Ensino Médio há o objetivo de apresentar o autor e também de analisar a sua obra.
Além de apresentar a obra e o autor é importante insistir no fato de que os elementos arcaizantes da língua de Gil Vicente ou de outros autores consagrados não devem criar grandes dificuldades para os leitores brasileiros atuais, pois em diversos dialetos correntes no Brasil afloram formas próximas daquelas antigas.
Como boa parte do texto em questão se trata do português popular da época, vários fenômenos nele presentes ou se mantiveram na linguagem coloquial, ou foram recriados nela.
Assim o aluno perceberá a qualidade literária de Gil Vicente: um grande poeta que consegue fazer versos bons e graciosos sem se afastar dos diversos registros da linguagem falada em sua época.
 A atualidade da crítica vicentina não é limitada pelo fato de o autor ser um conservador voltado para a Idade Média, pois ele supera esse conservadorismo em sua visão penetrante das situações sociais e dos comportamentos humanos.
A leitura de textos literários ajuda a pensar, a estruturar o raciocínio; permite entender o universo em que o leitor vive; amplia o vocabulário; desenvolve a imaginação; prepara a pessoa para qualquer tipo de escrita.
Outro aspecto importante ao preparar uma atividade de leitura é a maneira como se cobra a leitura dos alunos, criam-se estratégias para o estímulo da leitura nas aulas, o aluno lê, entusiasma-se pelo enredo, vive a vida das personagens, saboreia o texto, por isso não se deve reduzir todo o processo a uma tarefa enfadonha: cobrar a leitura em forma de fichamentos ou avaliações escritas. O prazer transforma-se em ato de punição e o aluno continuará lendo, apenas para não ser punido e não pelo gosto às letras. Há outros meios para avaliar essa atividade dos alunos, como: recriação do contexto, debates, dramatizações, rodas críticas de leitura, júris simulados e muitos mais. Desmistificar a obra literária como leitura chata e cansativa é papel, também, do professor. Atividades simples como teatro podem introduzir o adolescente no mundo de Gil Vicente e levá-lo a gostar do texto, perceber o texto como atual, principalmente em suas críticas.
O estudante deve ter a liberdade de experimentar, recusar, reexaminar, comentar. Adquirido o gosto, é só aprimorá-lo.
É importante lembrar que um dos fatores necessários à promoção da leitura de textos literários é que o próprio professor seja um leitor habitual e compartilhe com os alunos essa sua experiência prazerosa. O educador deve demonstrar paixão pela literatura e não utilizar-se dela como tarefa obrigatória.
Para a formação de leitores de textos literários ou de outras tipologias textuais é preciso conscientizar professores de todas as disciplinas que ler, entender o que se lê e escrever o que se pensa é, necessariamente, tarefa de todos e não somente dos professores de português.

Saiu o resultado das eleições!

  Já temos a nossa VEREADORA ESTUDANTE!

Conhecemos hoje,  11/04, o resultado da eleição para Vereador Estudante do São José.
Foi eleita Claudia Zancanaro, do 2º ano do Ensino Médio.
Os três candidatos receberam o resultado da eleição hoje cedinho, na sala do coordenador Jorge.
Educada e civilizadamente, como deveria ser todo o processo eleitoral,   Fernando e Arthur cumprimentaram a vencedora.
O blog registrou o momento dos cumprimentos e marcou,  para breve, uma entrevista com a nova  Vereadora Estudante da Escola.

Parabéns Claudia, desejamos a você, um grande e marcante mandato.


Arthur e Fernando, desejando sucesso a Claudia.

Aniversariantes...dias 9, 10 e 11 de abril.



Nossos parabéns hoje, vão para:


Felipe Parra da Silva- 9/4
Gustavo Vigolo- 9/04
Heloísa Telles Fernandes- 9/04
Mateus Knapp del Moro- 9/04
Paulo Cezar Lucion Junior- 11/04
Tomás henrique Silva Menegotto- 11/04

Felicidades, pessoal!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Bullying nas Escolas.

Visitando o blog da Escola Mário Spinelli http://jornallogospinelli.blogspot.com/  , encontramos o texto abaixo, escrito pela professora Neide Franceschini .
Autorizados pela professora Sabrina Bourscheid, que alimenta o blog de lá, copiamos e postamos o texto, mostrando , também, a nossa preocupação.



Na última sexta-feira, 25/03/11, no 2º encontro do “Projeto Sala do Educador” foi discutido o tema “Bullying” a partir de uma cartilha confeccionada pelo CNJ – Conselho Nacional de Justiça.

         Através da leitura e discussão desse material conseguimos ter claro em nossas mentes a diferença entre bullying e preconceito. Segundo o dicionário Aurélio preconceito é: forma de pensamento na qual a pessoa chega a conclusões que entram em conflito com os fatos por tê-los prejulgado. Conceito ou opiniões formuladas antes de conhecer bem. Juízo antecipado.

Segundo a Cartilha do CNJ – o termo de origem inglesa e sem tradução no Brasil, - bullying é utilizado para qualificar comportamentos agressivos nos alunos que se encontram impossibilitados de fazer frente às agressões sofridas.

Através das discussões chegamos a um questionamento. Quais são as ações realizadas pela escola e demais órgãos envolvidos para que o problema seja solucionado?

         Na busca por esta resposta fui entrevistar alguns profissionais.

         Comecei com a profª Vera Lúcia Bresolin, que trabalha as disciplinas Sociologia e Filosofia, e que através de suas aulas tem um maior entrosamento com os alunos, uma vez que os mesmos a procuram para conversar.

Segundo a profª   Vera, os casos de bullying são difíceis de identificar, pois, ocorrem nos momentos antes de iniciar as aulas, quando da troca de professores nas salas de aula, no intervalo ou no final das aulas. Os agressores tomam cuidado para não serem vistos e ficam de olho nas vítimas para ver se as mesmas vão contar para alguém.

         Mas, mesmo assim há todo um cuidado por parte dos professores para que os agressores sejam identificados e tenham o caso encaminhado para a coordenação da Escola.

         Na sequência conversei com a coordenadora Kelly Alcântara que trabalha no período vespertino na Escola Mário Spinelli e que tem um jeito todo especial de lidar com os alunos.

A coordenadora nos informou que quando um aluno ou o professor vem trazer a denúncia de um possível bullying estar acontecendo à primeira medida a ser tomada é a de conversar com o agredido e depois com o agressor (pode ser agressão física ou verbal), num segundo momento são chamados os pais dos envolvidos, conversa-se novamente no sentido de orientar os mesmos. A Escola tem uma parceria com o CEDEDICA que faz acompanhamento psicológico com os envolvidos que aceitam ser ajudados. Quando há reincidência o caso é repassado para o Conselho Tutelar.

         Na tarde do dia 29/03/11 estive na sede do Conselho tutelar de sorriso e conversei com a conselheira Gislaine da Silva Alves, que gentilmente, me concedeu entrevista. Segundo ela quase não atendem denúncia de bullying. Quando perguntei se não tinha denúncia porque não acontece o bullying ou porque não é denunciado. A segunda opção foi a sua resposta.

         Quando denunciadas dizem respeito ao corpo do aluno (magro, gordo, baixo), a cor ou a preferência sexual.

         A primeira medida a ser tomada após a denúncia da coordenação da Escola é idêntica ao que é feito na escola, ou seja, conversar com os envolvidos. Na sequência o conselheiro vai até a residência dos envolvidos para verificar qual é a situação vivida tanto pelo agressor quanto pelo agredido, saber qual a realidade do seu meio. Tanto os filhos quanto os pais são encaminhados para profissionais como psicopedagogo, psicólogos entre outros, para, no caso do agredido, ser trabalhada sua auto-estima, e os traumas que já tenham se instalado, no caso do agressor, trabalhar o porquê do comportamento agressivo. Com relação aos pais, verificar se a causa da baixa - estima do filho está no convívio familiar e/ou a causa da agressão vem da família.

Quando os implicados faltam ao tratamento o conselho é comunicado e vai até a residência dos envolvidos buscar os mesmo. A duração do tratamento é de mais ou menos um ano.   Na reincidência o caso é repassado para o Ministério Público.

         Minha próxima visita foi a Promotoria de Justiça da Vara da Infância e da Juventude, falar com a Doutora Michelli Miranda Rezende Villela, sobre o procedimento após a denúncia de bullying ao Ministério Público.

Segundo a Doutora Michelli, a primeira medida é conhecer o caso através da documentação reunida pelo Conselho Tutelar e demais profissionais, pelos quais agredido e agressor passaram.

Tanto o Ministério Público quanto o conselho Tutelar são a favor do agredido e do agressor, ou seja, não se posicionam contra o agressor. Quando o conselho não dá conta são tomadas medidas coercitivas – medida protetiva.

O juiz vasculha as famílias do agredido e do agressor, envolvendo uma equipe técnica inter profissional que emite um laudo conclusivo sobre a situação psicossocial das partes e entra com um processo pedindo o acompanhamento.

         Se o filho não tem limites porque estes não foram impostos pela família o Ministério Público toma para si essa tarefa. Com a fiscalização das famílias, por pelo menos dois anos, tanto os pais quanto os filhos adquirem os limites necessários para a convivência em sociedade.

Os processos (sempre civis) seguem em segredo de justiça para que não haja constrangimento. A juíza segue pautada no ECA – Estatuto da Criança e do adolescente, principalmente no artigo 101 – páginas 46 a 49. Quando há agressão física são tomadas medidas sócio-educativas.

         Ao completar 18 anos, os envolvidos tem a ficha limpa e estão aptos a voltar ao convívio da sociedade.



         Eis aí a trajetória pela qual o adolescente que comete bullying precisa passar.

         A doutora Michelli se prontificou, em conjunto com o juiz Carlos Randon, da Segunda Vara da Infância e da Juventude, a realizar palestras sobre o bullying no intuito de esclarecer e alertar sobre as suas conseqüências.

         Em conversa com a diretora Denize, já fui autorizada a combinar as datas para que as palestras sejam realizadas.

         Gostaria de agradecer a todos que colaboraram para a realização desta matéria, e em especial a doutora Michelli que me presenteou com um exemplar revisado do ECA – muito abrigada!